“Vamos lixar o lixo”: APA alerta

Nova fase da campanha da Agência Portuguesa do Ambiente apela à separação do lixo e à reciclagem, lembrando que mais de 50% dos resíduos produzidos em Portugal continua a ter como destino final os aterros.

“Vamos lixar o lixo” é o ponto de partida da nova fase da campanha da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que alerta para um problema de dimensão monumental: cerca de três milhões de toneladas de resíduos são depositadas todos os anos em aterros, o que representa mais de metade dos resíduos produzidos em Portugal.

Com o lema “Vamos separar o lixo antes que o futuro se lixe”, a campanha multimeios marca presença em televisão, rádio, outdoors e plataformas digitais, com o objetivo de sensibilizar os portugueses para a urgência de mudar comportamentos e reforçar a separação adequada dos resíduos produzidos nas habitações.

Na campanha televisiva, um guia turístico percorre alguns dos monumentos mais emblemáticos de Lisboa, como o Palácio Nacional da Ajuda e o Mosteiro dos Jerónimos, culminando num “monumento” inesperado: três milhões de toneladas de resíduos urbanos, que simbolizam a quantidade de lixo que todos os anos tem como destino os aterros portugueses.

A imagem pretende alertar para o impacto da falta de separação adequada dos resíduos no esgotamento da capacidade dos aterros nacionais.

Em comunicado, a APA sublinha que a solução está ao alcance de todos e passa pela separação correta de vidro, embalagens de plástico e metal, papel e cartão e biorresíduos, permitindo o seu encaminhamento para reciclagem e valorização. Atualmente, mais de metade dos resíduos produzidos em Portugal continua a seguir para aterro, um cenário que a agência pretende inverter.

Em período de saldos, a campanha ganha também presença física com ativações no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, e no NorteShopping, em Matosinhos. Estas iniciativas pretendem esclarecer o público sobre o que são biorresíduos — restos de comida e resíduos verdes de jardins — e reforçar a importância da reciclagem para um futuro mais sustentável.

Os stands da APA incluem um espaço informativo dedicado aos biorresíduos, uma área infantil com jogos educativos e uma zona de quiz sobre reciclagem. As ativações decorrem no Centro Comercial Colombo entre 13 e 18 de janeiro e no NorteShopping entre 27 de janeiro e 1 de fevereiro.

A campanha “Vamos lixar o lixo” prolonga-se até ao final de 2026, com informação permanentemente atualizada no site oficial da iniciativa.

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Três milhões de toneladas de resíduos acabam em aterros todos os anos

Três milhões de toneladas de resíduos acabam todos os anos em aterros, alertou esta segunda-feira a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ao lançar a segunda fase de uma campanha de sensibilização para o problema do lixo.

Em tempo de saldos, a ação da APA vai centrar-se em centros comerciais de várias cidades, chamando a atenção para o facto de mais de 50% dos resíduos produzidos serem depositados em aterros.

“Vamos separar o lixo, antes que o futuro se lixe” é a palavra de ordem da nova campanha, com a qual a APA pretende alterar comportamentos e incentivar a separação de resíduos.

“A solução está ao alcance de todos e passa pela separação adequada dos resíduos que produzimos em casa (vidro, embalagens de plástico e metal, papel e cartão e biorresíduos), com vista ao seu posterior encaminhamento para reciclagem”, sublinhou a APA, em comunicado.

Nos centros comerciais, o stand da APA é um espaço informativo dedicado ao tema dos biorresíduos, que inclui uma área infantil com jogos e aprendizagem lúdica, bem como uma zona de ´quiz´ que desafia os conhecimentos sobre reciclagem.

Várias iniciativas vão decorrer até ao final do ano, com o mesmo propósito.

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APA alerta que mais de metade do lixo produzido em Portugal vai para aterro

Três milhões de toneladas de resíduos urbanos acabam todos os anos em aterros sanitários – ou seja, mais de metade do lixo descartado em Portugal anualmente, alertou esta segunda-feira aAgência Portuguesa do Ambiente (APA) ao lançar a segunda fase de uma campanha desensibilização para este problema “monumental”.

Sob o lema “Vamos separar o lixo antes que o futuro se lixe ”, a campanha aposta numa estratégia multimédia que inclui televisão, rádio, outdoors e plataformas digitais, procurando sensibilizar os cidadãos para a urgência da separação e do encaminhamento adequado dos resíduos domésticos.

Na campanha televisiva, um guia turístico conduz um tuk-tuk pelas ruas de Lisboa, apresentando monumentos emblemáticos como o Palácio Nacional da Ajuda e o Mosteiro dos Jerónimos, até revelar um “monumento inesperado”: uma massa colossal de resíduos urbanos, que procura ilustrar as três milhões de toneladas que, todos os anos, são depositadas em aterro.

A campanha serve de alerta para a falta de separação que esgota a capacidade dos aterros nacionais e compromete a sustentabilidade , de acordo comum a nota de imprensa da APA. A entidade sublinha que a solução está ao alcance de todos e passa pela separação correcta de vidro, embalagens de plástico e metal, papel e cartão, bem como biorresíduos – restos de comida e resíduos verdes –, para posterior reciclagem.

Em plena época de saldos, a campanha incluirá acções no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, entre 13 e 18 de Janeiro, e no Norte Shopping (do grupo Sonae, dono do PÚBLICO), em Matosinhos, de 27 de Janeiro a 1 de Fevereiro, com um espaço informativo dedicado aos biorresíduos, jogos pedagógicos para crianças e um quiz sobre reciclagem.

Corrida para cumprir metas

A campanha Vamos Lixar o Lixo terá uma duração prevista de 15 meses e teve um investimento de 4,3 milhões de euros. A ambição da APA é alavancar um um“movimento social” capaz de alterar os hábitos de reciclagem dos portugueses e reduzir a enorme dependência actual dos aterros sanitários. Esta iniciativa integra ainda um esforço em contra-relógio para, até 2030, cumprir as metas europeias de sustentabilidade.

Vários aterros portugueses estão a aproximar-se do limite da capacidade  Além disso, a maioria dessas estruturas em Portugal funciona à margem da lei nacional e das regras europeias, recebendo resíduos urbanos indiferenciados sem que estes sejam sujeitos à separação e estabilização da matéria orgânica. A associação ambientalista Zero denunciou à Comissão Europeia em Novembro o funcionamento ilegal de 28 dos 31 aterros nacionais.

De um total de 5,3 milhões de toneladas de resíduos urbanos, 14% são reciclados, 8% vão para valorização orgânica, 12% para valorização energética e 59% para deposição em aterro. A associação ambientalista Zero defende uma maior aposta na valorização orgânica (em detrimento da incineração ) através do aumento da capacidade e eficiência do tratamento mecânico e biológico nos aterros sanitários.

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prevenção de resíduos

Prevenção da Produção de Resíduos


A prevenção e a gestão dos resíduos devem ser feitas de acordo com princípios da hierarquia de resíduos, os quais visam a transição para uma economia circular para um elevado nível de eficiência na utilização dos recursos, e deve obedecer a seguinte ordem:
a) Prevenção; 
b) Preparação para a reutilização; 
c) Reciclagem; 
d) Outros tipos de valorização; 
e) Eliminação.

Todos os anos são produzidos cerca de 5,5 milhões de toneladas de resíduos, sendo que um dos principais objetivos da política de resíduos visa a redução deste valor. 

A prevenção, princípio que está no topo da pirâmide que consubstancia a hierarquia de resíduos, visa a implementação de medidas que permitam uma redução efetiva da quantidade de resíduos. 

Os cidadãos, enquanto produtores de resíduos, assumem um papel preponderante, podendo contribuir para este desígnio através de escolhas informadas no seu consumo e adoção de práticas que facilitem a reutilização dos produtos ou dos materiais, com vista ao aumento do seu tempo de vida útil. A doação, a aquisição de produtos que podem ser reutilizados ou a escolha de produtos que não sejam de uso único, sempre que houver no mercado alternativas, são ações que contribuem para a redução efetiva da produção de resíduos

Mas esta não é uma responsabilidade apenas dos cidadãos. Também quem vende os produtos deve adotar medidas que permitam o prolongamento da vida útil dos produtos que comercializam (por exemplo, através da disponibilização de peças de substituição que permitam a reparação dos produtos).

A prevenção não se esgota em materiais e produtos, havendo uma vertente muito significativa no que se refere ao combate ao desperdício alimentar. 

Relembrar que nos resíduos cuja produção não se consegue evitar, devem os cidadãos adotar comportamentos que garantam o encaminhamento adequado para os contentores corretos, garantindo-se assim que esses resíduos são reciclados ou encaminhados para outras formas de valorização.

Para mais informação consultar a página da agência portuguesa do ambiente em www.apambiente.pt 

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Reportagem Manhãs CMTV

Na época natalícia, a Agência portuguesa do ambiente desenvolveu uma acção de sensibilização, alertando para a necessidade dos portugueses se unirem para reduzir o impacto que o lixo tem no nosso país. A loja do lixo esteve presente no Christmas Village Cascais  para uma ação simples e pedagógica. E começando com a separação de resíduos em casa, que é o mais importante. As pessoas foram desafiadas a trazer de casa os seus resíduos urbanos, devidamente separados, e entregar a um promotor que tem uma balança onde pesar esses resíduos. Em troca, as pessoas recebiam uma senha que daria acesso a diferentes brindes.  

Com comentários de Francisco Silva, da Divisão de Resíduos Setoriais da APA e Sílvia Ricardo, diretora do Departamento de Resíduos da APA.

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Reportagem CNN


O Natal também é sinónimo de muito lixo, para sensibilizar os portugueses para este problema, a Agência Portuguesa do Ambiente criou uma árvore de Natal com 6 metros de altura, feita com lixo mal separado na casa de cada um de nós. Com declarações de José Pimenta Machado, presidente do Conselho Diretivo da APA.