No arranque de agosto, mês em que mais resíduos urbanos são produzidos em Portugal, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) lembra a necessidade de produzir menos lixo e de o separar corretamente. Porque o melhor resíduo é aquele que não é produzido.

Há um novo momento da campanha “Vamos Lixar o Lixo”, que alerta para a época do ano na qual se verifica um maior aumento na produção de resíduos urbanos. “Entre junho a setembro, produzimos cerca de 1,8 milhões de toneladas de resíduos urbanos [1.800.000 quilos], que é um número impressionante, sendo que o mês de agosto é o mesmo mês do ano que produzimos mais resíduos, na ordem dos 480 mil toneladas”, explica José Pimenta Machado. Ou seja, 480 milhões de quilos de lixo.

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente apela, por isso, à prevenção e à separação. “Prevenção. Essa tem que ser a primeira prioridade. Produzir menos resíduos. Sempre que vamos ao supermercado, devemos evitar a dispersão alimentar, fazer compras mais sustentáveis e reutilizar as embalagens, que é fundamental”, garante.

“Depois, devemos separar o lixo, lembrando-nos que um resíduo colocado no contentor certo transforma-se em recurso. Isso é fundamental quer para o papel, para o vidro, para os plásticos e agora para os bioresíduos – os restos alimentares, que já pesam cerca de 38 a 40% nos resíduos urbanos que produzimos”, adianta o presidente da APA.

“Tudo o que nós podermos fazer aos bioresíduos é fundamental para melhorar o nosso desempenho na recolha separativa dos resíduos”, sublinha José Pimenta Machado.

Quanto às zonas do país onde, em agosto, se produz mais lixo, “são as zonas com mais turismo, onde temos mais gente que nos visita”. “Isso é bom para a economia portuguesa, mas temos mais gente a produzir resíduos”, lembra.

“E portanto é nas zonas onde há mais turismo, naturalmente o Algarve, mas toda a faixa litoral onde temos mais gente que nos visita, temos mais turismo e temos mais produção de resíduos.” José Pimenta Machado lembra, ainda, que o país produz, anualmente, 5,5 milhões de toneladas de resíduos e, em 2025, “aumentámos a pressão de resíduos em 1,3%”. “Isto é: vamos passar a 5,6 milhões de toneladas de resíduos urbanos.

Temos que inverter isto, e portanto há para lançar uma campanha este ano, fazendo um apelo fundamental que é na área da prevenção, insisto, e depois na área da separação”, detalha o presidente da APA.

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