Três milhões de toneladas de resíduos acabam em aterros todos os anos

Três milhões de toneladas de resíduos acabam todos os anos em aterros, alertou esta segunda-feira a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ao lançar a segunda fase de uma campanha de sensibilização para o problema do lixo.

Em tempo de saldos, a ação da APA vai centrar-se em centros comerciais de várias cidades, chamando a atenção para o facto de mais de 50% dos resíduos produzidos serem depositados em aterros.

“Vamos separar o lixo, antes que o futuro se lixe” é a palavra de ordem da nova campanha, com a qual a APA pretende alterar comportamentos e incentivar a separação de resíduos.

“A solução está ao alcance de todos e passa pela separação adequada dos resíduos que produzimos em casa (vidro, embalagens de plástico e metal, papel e cartão e biorresíduos), com vista ao seu posterior encaminhamento para reciclagem”, sublinhou a APA, em comunicado.

Nos centros comerciais, o stand da APA é um espaço informativo dedicado ao tema dos biorresíduos, que inclui uma área infantil com jogos e aprendizagem lúdica, bem como uma zona de ´quiz´ que desafia os conhecimentos sobre reciclagem.

Várias iniciativas vão decorrer até ao final do ano, com o mesmo propósito.

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APA alerta que mais de metade do lixo produzido em Portugal vai para aterro

Três milhões de toneladas de resíduos urbanos acabam todos os anos em aterros sanitários – ou seja, mais de metade do lixo descartado em Portugal anualmente, alertou esta segunda-feira aAgência Portuguesa do Ambiente (APA) ao lançar a segunda fase de uma campanha desensibilização para este problema “monumental”.

Sob o lema “Vamos separar o lixo antes que o futuro se lixe ”, a campanha aposta numa estratégia multimédia que inclui televisão, rádio, outdoors e plataformas digitais, procurando sensibilizar os cidadãos para a urgência da separação e do encaminhamento adequado dos resíduos domésticos.

Na campanha televisiva, um guia turístico conduz um tuk-tuk pelas ruas de Lisboa, apresentando monumentos emblemáticos como o Palácio Nacional da Ajuda e o Mosteiro dos Jerónimos, até revelar um “monumento inesperado”: uma massa colossal de resíduos urbanos, que procura ilustrar as três milhões de toneladas que, todos os anos, são depositadas em aterro.

A campanha serve de alerta para a falta de separação que esgota a capacidade dos aterros nacionais e compromete a sustentabilidade , de acordo comum a nota de imprensa da APA. A entidade sublinha que a solução está ao alcance de todos e passa pela separação correcta de vidro, embalagens de plástico e metal, papel e cartão, bem como biorresíduos – restos de comida e resíduos verdes –, para posterior reciclagem.

Em plena época de saldos, a campanha incluirá acções no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, entre 13 e 18 de Janeiro, e no Norte Shopping (do grupo Sonae, dono do PÚBLICO), em Matosinhos, de 27 de Janeiro a 1 de Fevereiro, com um espaço informativo dedicado aos biorresíduos, jogos pedagógicos para crianças e um quiz sobre reciclagem.

Corrida para cumprir metas

A campanha Vamos Lixar o Lixo terá uma duração prevista de 15 meses e teve um investimento de 4,3 milhões de euros. A ambição da APA é alavancar um um“movimento social” capaz de alterar os hábitos de reciclagem dos portugueses e reduzir a enorme dependência actual dos aterros sanitários. Esta iniciativa integra ainda um esforço em contra-relógio para, até 2030, cumprir as metas europeias de sustentabilidade.

Vários aterros portugueses estão a aproximar-se do limite da capacidade  Além disso, a maioria dessas estruturas em Portugal funciona à margem da lei nacional e das regras europeias, recebendo resíduos urbanos indiferenciados sem que estes sejam sujeitos à separação e estabilização da matéria orgânica. A associação ambientalista Zero denunciou à Comissão Europeia em Novembro o funcionamento ilegal de 28 dos 31 aterros nacionais.

De um total de 5,3 milhões de toneladas de resíduos urbanos, 14% são reciclados, 8% vão para valorização orgânica, 12% para valorização energética e 59% para deposição em aterro. A associação ambientalista Zero defende uma maior aposta na valorização orgânica (em detrimento da incineração ) através do aumento da capacidade e eficiência do tratamento mecânico e biológico nos aterros sanitários.

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Notícias dos Famosos

Entrevista com Sílvia Ricardo, diretora do departamento de resíduos da APA. Nesta rúbrica foram apresentados resultados da campanha de Natal da Agência Portuguesa do Ambiente e activação no Cascais Village, que tiveram como foco a sensibilização dos portuguesas para a separação de resíduos. Segundo estimativa, a campanha terá impactado 8 milhões de pessoas.

Foi também referenciada a nova campanha que teve início em Janeiro de 2026.

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Notícias dos Famosos

A Agência Portuguesa do Ambiente lançou uma campanha de comunicação para sensibilizar a para a necessidade de separação dos resíduos. Nesta iniciativa poderia aprender mais sobre a reciclagem e biorresíduos e também ganhar vários brindes. Esta rúbrica apresentou uma activação da APA, no Centro Comercial Colombo.

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Primeiro Jornal

Os restos de comida podem ser transformados em composto orgânico e assim reduzir o que vai para o aterro, mas é importante que a população faça a reciclagem de forma correta.

Com comentários de Ana Cristina Carrola, vogal do Conselho Diretivo da APA.